quarta-feira, 2 de março de 2011

Todo cuidado com a Cinomose é pouco!


O que é Cinomose?

A cinomose é uma doença altamente contagiosa provocada por vírus e que atinge cães, raposas, furões/ferrets, cachorro do mato e alguns outros animais silvestres. Ela pode afetar todos os tipos de cães e é raro que haja algum que não tenha sido exposto ao vírus. Junto com ela, geralmente aparecem infecções causadas por bactérias.

É uma das mais freqüentes enfermidades em cães, principalmente em animais jovens em seu primeiro ano de vida. Podem também se infectar animais mais velhos que por alguma razão não tenham sido imunizados anteriormente com vacinas próprias, ou que por alguma doença tenham tido sua resistência debilitada e se tornado presa fácil para essa infecção.

Como se pega?

Qualquer cachorro, em qualquer idade, pode ser contaminado com cinomose de diferentes formas. O vírus pode ser transmitido na roupa das pessoas ou um cachorro assintomático que já tem a doença pode passar para outro sadio, através de secreções do nariz, boca ou através das fezes.

Uma forma comum de contaminação ocorre em canis, quando se entra em contato com materiais contaminados por um cachorro doente (potes de alimentação, caixas para transporte). Daí a importância de desinfecção desses materiais e lugares de uso compartilhado por vários animais.

A cinomose não é uma zoonose, isto é, não passa para seres humanos; contudo o ser humano pode carregar o vírus até que ele chegue a um animal sadio. O vírus da cinomose tem pouca resistência ambiental, ou seja, fora do organismo do seu hospedeiro, o que facilita o controle da disseminação da doença.

Apesar da sensibilidade do vírus no ambiente, há muitos relatos de casos de criadores que perderam animais vitimados pela cinomose após serem introduzidos em ambientes onde outros cães haviam morrido anteriormente, no período de até seis meses atrás. Por esse motivo é aconselhável concluir todo o esquema de vacinação, de pelo menos três doses, antes de introduzi-los em ambiente contaminado.

Diagnóstico: quais são os sintomas da doença?

A descrição clássica em livros textos é de uma infecção viral aguda caracterizada por febre bifásica, secreção nasal e ocular, indisposição, anorexia, depressão, vômito, diarréia, desidratação, leucopenia (diminuição de glóbulos brancos do sangue), dificuldades respiratórias, hiperceratose do focinho e dos coxins plantares (excesso de produção de queratina na sola do pé), mioclonia (contrações repentinas, incontroláveis e involuntárias de um músculo) e sintomatologia neurológica.

Como a maioria dos cães infectados fica com as pupilas dilatadas, ao notar isso é aconselhável manter o cão em local com pouca luz, a fim de evitar a queima da retina e conseqüente cegueira. Além do histórico e da sintomatologia clínica, achados de exames laboratoriais confirmam o diagnóstico de cinomose.

 

As formar clínicas da doença são as seguintes:

PULMONAR - Inflamação da faringe e laringe provocando tosse, assim como da traquéia e dos próprios pulmões, ocorrendo pneumonia.
DIGESTIVA - O aparelho digestivo é o predominantemente afetado, com vômitos e diarréia.
NERVOSA - Predominantemente sinais nervosos com sintomas típicos de encefalite, como convulsão. Ocorre ainda contração localizada de um músculo ou grupo de músculos (tiques, espasmos), ataques caracterizados por movimentos de mastigação da mandíbula com salivação, que se tornam mais freqüentes e graves. Observam-se ainda movimentos de andar em circulo e "pedalar", usualmente com micção e defecação involuntária
CUTÂNEA - É a forma mais benigna da doença, quando os sinais comprovados são unicamente na pele (vesículas e mesmo pústulas) ou mucosas, aparecendo conjuntivites serosas breves, tendo evolução para cura rápida sem maiores complicações. Os animais vacinados que não adquiriram por alguma razão conveniente imunidade, em geral, exteriorizam esta forma da doença.

Cinomose tem cura? Como se trata?

O tratamento, após diagnóstico de cinomose confirmado por exame de laboratório, pode ser bem difícil e depende muito da capacidade imunológica do cão.

O cachorro doente deve ser isolado para receber tratamento de apoio e antibióticos para auxiliar no combate a infecções secundárias. Por se tratar de um vírus, não há um medicamento específico para o tratamento, o que torna sua cura mais difícil.

Filhotes não têm bom prognóstico de recuperação, com taxa de mortalidade bem alta. O tratamento de apoio é feito com a reposição de líquidos perdidos durante a doença, além de oferecer um ambiente limpo e com temperatura agradável.
Se a cinomose evoluir para os estágios finais sem que o cachorro receba tratamento, pode haver danos neurológicos difíceis de tratar. Lembre-se de que cachorros que estejam em tratamento podem continuar a espalhar o vírus por várias semanas, mesmo depois do desaparecimento dos sintomas.

É disponível o chamado Soro Hiperimune (Gama Globulinas específicas), associado aos antibióticos de largo espectro para combate das infecções secundárias.

A acupuntura é utilizada para tratamento das sequelas e não da doença ou seus sintomas.

Até pouco tempo, a cinomose remontava um longo histórico de insucessos no que tange tratamentos para animais acometidos.

Como prevenir?

Atualmente a melhor opção para combater a doença é a prevenção através da vacina. Infelizmente, no Brasil, apenas um em cada cinco cães é vacinado contra a cinomose anualmente.

A vacina deve ser aplicada, de preferência, nas fêmeas antes da cobertura, pois terão sua imunidade aumentada para que durante a gestação tenham a oportunidade de através da placenta conferirem a seus futuros filhotes uma razoável imunidade passiva.

Posteriormente ao parto, durante a amamentação, tal imunidade conferida pela vacina aplicada na mãe será transmitida aos filhotes recém-nascidos, pelos anticorpos contidos principalmente no primeiro leite, o colostro, protegendo-os contra a doença até que tenham idade suficiente para que possam ser imunizados com a mesma vacina.

A primeira dose da vacina deve ser aplicada nos filhotes 15 dias após o desmame, por volta de 45 dias de vida. Revacinações anuais são também recomendadas, tanto aos filhotes quanto aos animais mais velhos susceptíveis de também virem a contrair a doença.

No caso de alguém que tenha perdido recentemente um animal pela doença, recomenda-se que um novo cão somente seja trazido para o mesmo ambiente contaminado após um período de tempo que permita não apenas que o novo cão tenha adquirido a imunidade necessária para sua proteção como também a desinfecção do ambiente contaminado.

O curso da doença pode ser rápido (10 dias) ou se prolongar por semanas e/ou meses. Os animais que sobreviverem à Cinomose, poderão se recuperar normalmente ou então ter seqüelas para o resto de suas vidas. Tudo irá depender da gravidade da doença.

Dicas importantes!

  • As vacinas contra a cinomose em cachorros não são todas iguais. As mais tradicionais do mercado contêm vírus vivo atenuado (popularmente conhecidas por vacinas V10) e são utilizadas há muitos anos.
  • Os filhotes de cachorros já podem ser vacinados a partir de seis semanas de vida, mas essa indicação deve ser feita pelo médico veterinário.
  • Normalmente, os filhotes de cachorros recebem pelo menos três doses de vacina nesta primeira fase da vida (processo conhecido como primovacinação). Os animais são submetidos a um exame clínico pelo médico veterinário a cada vez que forem vacinados, com o objetivo de determinar se estão em condições de saúde de receber a vacina.
  • Cachorros doentes, subnutridos ou parasitados devem ser tratados antes de receber a vacina.
  • É recomendado que os filhotes permaneçam protegidos, longe da rua e do contato com animais de histórico vacinal desconhecido, ou mesmo não vacinados.
  • Os cachorros devem ser revacinados uma vez ao ano contra a cinomose.
  • Vale lembrar que o tratamento da cinomose é sintomático, ou seja, procura diminuir a intensidade dos sintomas decorrentes da doença, enquanto o organismo do animal tenta se recuperar. Tratar dos sintomas é fundamental para diminuir o sofrimento do seu cachorro ou mesmo permitir que ele tenha forças para se recuperar. Mesmo depois de curados muitos cães podem manifestar sintomas neurológicos por toda a vida. 
  • Procure deixar seu cachorro doente num ambiente bem confortável e longe de outros animais. Deixe-o ficar em um local tranqüilo, com temperatura agradável e sem corrente de ar.
  • Mantenha seu cachorro asseado. Limpe as secreções dos olhos e do nariz, não deixando formar crostas. Uma boa opção para a limpeza é o uso de algodão embebido em soro fisiológico ou mesmo água filtrada.
  • Deixe água limpa à disposição. A ingestão de líquido é necessária para evitar a desidratação. Cachorros gravemente desidratados precisam receber tratamento em hospital veterinário. Se ele precisar de ajuda para beber água, uma seringa pode ser muito útil para a administração. Mas atenção: sempre em pequenos goles e pelo canto da boca, para ele não se afogar!
  • Ofereça-lhe uma dieta leve, conforme recomendação do veterinário. O veterinário também pode receitar medicamentos para tratar sintomas de vômitos e diarréia, caso ocorram.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Cinomose

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